Citação do Dia

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Controlando pensamentos catastróficos

[O artigo a seguir é de autoria de Andrea Pavlovitsch, achei ótimo e importantíssimo, pois quantos pensamentos catastróficos acumulamos e nos prejudicamos já se perde a conta. Ter uma visão mais realista (afinal, nem tudo se resume a ruim e catastrófico) seria uma boa maneira de aumentar a qualidade de vida, sem se chicotear imaginando o pior (sendo que nem sempre é o que acontece, não é?)]


Controlando pensamentos catastróficos
Por Andrea Pavlovitsch

Aconteceu na Bahia, em plenas férias de verão. Estava eu, bela e folgada, jantando num lindo restaurante na Marina Bahia. O lugar é uma graça, fica num píer e jantamos com a água debaixo dos nossos pés. Bem ali fica o mar, iluminado por uma belíssima luz verde (artificial). A brisa baiana, o verão, o calor, estava tudo perfeito. Levantei-me da mesa e fiquei observando as pequenas ondas que se formavam no píer. Senti uma aproximação ao meu lado, era a minha mãe. Ela olhou aquilo e disse “que lindo, né”. No que eu concordei na hora! E então ela seguiu com um “imagina aquelas pessoas no Titanic, aquela água gelada, a pessoa cai na água e morre congelada, ai credo”. Fiquei parada, olhando para ela, pensando de onde diabos ela tinha tirado aqueles pensamentos. E depois de conformada eu pensei “meu deus, e ela é que me criou”.
Sempre me perguntei de onde vinham meus pensamentos catastróficos. Uma vez fiquei paralisada vendo um caminhão cair de cima de uma ponte, só na minha imaginação. Sempre imagino que o avião no qual eu viajo está caindo, que o carro vai bater e cair num rio e uma centena de desgraças dignas de Hollywood (e de onde será que os autores de lá tiram suas ideias, não é?).
Ali eu entendi tudo. Era tudo dela! Sua maneira de pensar catastrófica me criou. Justo eu, um serzinho médium e impressionável, enchendo a minha cabeça de minhocas. Outra dia me peguei justamente pensando uma desgraça destas e consegui parar meus pensamentos. Eu apelidei isso de “ameba da desgraça”, só pra eu poder entender quando é ela e quando sou eu.
O mais interessante das amebas da desgraça é que os pensamentos parecem ser automáticos. É como se um pensamento invadisse a sua mente, como se viesse de fora de você e, quando você percebe, já está lá no meio da bagunça. Isso não acontece só nos casos de desgraças deste tipo, mas de outros “modelos” também. Aquela que imagina que qualquer comida vai deixa-la obesa. Aquela que, e eu sempre vejo estas nas minhas clientes, tem medo de ficar pobre de ir morar debaixo da ponte. Eu sempre brinco que se todas que tem medo de morar lá fossem, de fato, não teríamos pontes suficientes no Brasil. Temos o péssimo hábito de pensar única e exclusivamente no que é ruim. Quando queremos ter um pensamento promissor, positivo, precisamos parar e fazer uma força imensa. Mas a desgraça, essa vem de graça e rapidinho.
É aquele seu amigo que, quando você conta que caiu, diz que também caiu, mas que prendeu a perna num trator e o trator quase levou seu dedão! Quando você fala que pensa em se separar, já conta que tem certeza de que a mulher tem outro, ou que o marido tem outra. Enfim, acho que exemplos disso são coisas que não devem faltar na sua vida, não é mesmo?
E como combater isso? A primeira coisa é identificar onde estão os seus pensamentos catastróficos. Será que é na parte financeira? Medo de desastres naturais? Medo do quê? Depois que você entender isso, começa um longo trabalho de combate das amebas.
Eles (os pensamentos) vão falar e você vai deixar que falem. Não pode se prender ao pensamento e começar a inventar mais e mais coisas naquilo, não. Simplesmente pare e observe. Comece a repetir um mantra pessoal que você mesmo pode criar. Eu estou usando o “isso não é meu,  este pensamento não me pertence”. Você pode usar um “estou em paz”, “calma” ou simplesmente tentar se distrair de alguma maneira. Também funciona imaginar a placa “Pare”, como se ela estivesse bem na sua frente, cada vez que estas coisas acontecerem. Na primeira vez vai parecer que não adiantou nada. Mas com o tempo os pensamentos catastróficos vão ficando disciplinados. E aí você poderá perceber o quanto de tempo e de energia perdeu com bobagens.
Essa é uma ótima maneira de parar de pensar no mal e começar a se conectar ao seu bem.

P.S. Dois dias depois deste artigo, minha mãe foi assaltada com uma arma na cabeça. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Uma lata de refrigerante diet pode ajudar a matar você do coração

[Acredito que seja por causa do sódio envolvido - como revelou por o refrigerante diet ter alguns adoçantes, que contém sódio - que em determinada quantidade pode interferir no funcionamento do coração, e por aí vai. Pena refrigerante (coca zero) ser um vício, principalmente para mim, e eu já passar pelos problemas citados por aqui. Mas bom saber.]



Uma lata de refrigerante diet pode ajudar a matar você do coração

Consumo diário pode aumentar o risco de ataque cardíaco ou derrame. Em Baixaki


(Fonte da imagem: DocaKilah)


Quem bebe refrigerante diet diariamente é 43% mais propenso a ter ataques cardíacos, doença vascular ou acidentes vasculares cerebrais do que aqueles que não bebem. É o que afirmam os pesquisadores da Escola de Medicina Miller, da Universidade de Miami, e do Centro Médico da Universidade de Columbia, ambas dos Estados Unidos.  
Os refrigerantes diets são vendidos como uma opção mais saudável com relação às versões normais, sendo uma alternativa com menos calorias. Mas uma pesquisa realizada com 2,5 mil estudantes durante 10 anos revelou que o consumo diário da bebida apresenta um possível risco à saúde do coração.
De acordo com a versão online do jornal britânico Daily Mail, as análises feitas pelos pesquisadores revelam também que o refrigerante tem uma quantidade substancial de adoçantes artificiais, que podem causar doença de fígado semelhante à causada pelo alcoolismo crônico.
Apesar dessas informações, não ficou claro quais são os mecanismos pelos quais os refrigerantes podem afetar o coração. Outros estudos já apontam o refrigerante diet como vilão por conter Aspartame, associado a outros problemas de saúde, como o câncer.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A sua Inclinação Mágica

Achei este teste no blog de Bruxaria Tradicional, que achei interessantíssimo, pois pode orientar que variedade você se identifica mais. Tem vários "tipos" de bruxaria, de práticas mágicas e blá, que ficou amplamente divulgada pela Wicca, como Gardner, e expandiram os conceitos pagãos e de certa forma modernizando. Mas a bruxaria/magia em si não é basicamente Wicca (que é mais declarada como uma bruxaria moderna, inclusive pelo próprio termo ser de uso mais recente), mas sim pode indicar diversas outras religiões e crenças pré-cristãs. Conheça o seu tipo de bruxaria/prática:


TESTE: Saiba se você é um Bruxo (a)? 

Fonte: Conselho de Bruxaria Tradicional

O teste irá analisar suas influências e crenças para direcionar a um caminho dentro do mundo das religiões, veja de forma simples a sua inclinação mágica.
 

Um teste lúdico, mas que pode dar uma margem potêncial no direcionamento de crença.

1) A respeito das Crenças da Floresta
A) Acredito que a Natureza é a própria Deusa
B) Acredito na personalização das forças da natureza em deuses
C) Gosto da Natureza, mas prefiro o oculto de todos os lugares
D) Minhas crenças estão além da Floresta.

2) Eu acredito em:
A) Um Deus e uma Deusa criadores de tudo
B) Eu acredito nos Deuses, mas cultuo sem ecletismo
C) Que deus mora em nós mesmos
D) Eu acredito em tudo, de gnomos a santos

3) Eu prefiro a magia:
A) Cerimonial e Natural
B) Natural
C) Cerimonial
D) Qualquer forma de magia, pouco importa

4) Sobre o tema pós morte, o que acredita?
A) Que meu espírito estará junto a Deusa
B) Que voltará a terra dos deuses e ancestrais
C) Prefiro viver ao ficar criando teses sobre a morte
D) Me tornarei parte do Universo

5) Lugar de Culto eu prefiro em:
A) Em um lugar limpo e sagrado, cercado e preparado magicamente
B) Cultuar na natureza obrigatoriamente
C) Em um templo ou encruzilhada
D) Onde eu sentir boas energias

6) Em um momento crítico você:
A) Procuro a minha sacerdotisa para um conjuro, reunirei meu coven
B) Faço uma prece aos deuses, ancestrais, mestres e irmãos
C) Evoco as forças ocultas e crio sigilos mágicos de proteção
D) Acendo incensos, velas, coloco agua para o santo e oferendas para os elementais

7) Para que serve uma iniciação
A) Para conquistar aceitação em um grupo e me tornar um sacerdote um dia
B) São festividades que comemoram fases do ciclo mágico
C) Para se adquirir respeito e poder
D) A verdadeira iniciação acontece na alma, não existe necessidade

8) Você acredita em religião?
A) Acredito
B) Se o significado for religação e culto a divindade sim
C) Não acredito
D) Depende da religião

9) A origem do que acredita nasceu:
A) Da era paleolítica, mas hoje se modernizou
B) Das crenças nativas de base ancestral
C) Do grande magister de nome (..........)
D) Da grande transmutação do Universo

 
10) Qual o seu foco dentro da magia
A) O equilíbrio pelo poder feminino
B) Preservação e sabedoria
C) Com certeza o poder
D) Equilibrio mental, físico e Espiritual

11) Qual o tipo de reação você causa nas pessoas quando fala de suas crenças
A) Ficam curiosas
B) Ficam confusas, porém querem saber mais
C) Ficam receiosas ou com medo
D) Ficam em casa, pois encontram semelhanças com algo que acreditam

12) Acredita no culto de sacrificio de animais?
A) Não, mas admito exceções
B) Sim desde que usado a carne para alimentação
C) Sim, mas uso energético
D) Nunca

13) Você vê o sexo como:
A) Uma concepção da união entre micro cosmos e macro cosmos (deus e a deusa)
B) Em um ato natural do ciclo da natureza
C) Uma ferramenta mágica
D) Sou contra o sexo, sou a favor do amor, pois nosso corpo é um templo sagrado

14) Você já amaldiçou alguem?
A) Eu acredito na lei triplice, se eu fizer algo voltará três vezes para mim
B) Toda ação tem consequências
C) Não preciso, pois todo magista tem controle sobre as situações
D) Eu apenas não entro nessa energia, prefiro viver na luz

15) Qual som você usaria para uma meditação?
A) Enya e Loreena Mckennitt
B) Som da Natureza e Regionalistas
C) Gótico Eletrônico ou Mantras Mágickos
D) Músicas newages

16) Quantos rituais você faria em um ano?
A) Faria 8 rituais mais as fases da lua e comemorações do meu coven
B) Faria conforme os costumes de minha tribo e aldeia
C) Conforme necessidade e influências astrológicas
D) Não existem datas para se ritualizar, vai do seu estado de espírito

17) Um mestre é?
A) Um sacerdote
B) Um professor
C) Uma pessoa certificada
D) Um ser iluminado

18) Tradição é?
A) Uma ordem Iniciática
B) Um conhecimento passado de geração a geração
C) Somente iniciados podem captar com propriedade
D) Vertente religiosa



Agora verifique suas respostas!

A) Tendência a ser um wiccano.
B) Tendência a seguir pelas crenças nativas Exemplo: Bruxaria Tradicional, Druidismo, etc...
C) Indicação a seguir pelo mundo ocultista. Exemplo: Magos, Feiticeiros, etc..
D) Inclinação para o ecletismo, sem a necessidade de estar afiliado a uma religião.

Lembrando que este teste reflete uma tendência, além de ser apenas um mecanismo lúdico, o importante é conhecer locais e pessoas e após esta vivência reconhecer qual caminho esta mais próximo de suas crenças.

Cordialmente,

Energia liberada pelas mãos consegue curar malefícios, afirma pesquisa da USP

[Apesar de, como muitos outros, não ver novidade desta prática - já que por aí há diversos casos dos benefícios da mesma - achei legal este artigo. Já que engloba muito sobre meu jeito de pensar - que podem haver "remédios" sem ser propriamente fármacos e etc, na natureza e na energia, eu acredito que podemos muito confiar. É ainda um caminho interessante que a humanidade ainda está em processo, após essa era tumultuada de artificial, superficial. Voltar um pouco a umas práticas de curas milenares também indica benefícios nos quais perdemos e muito hoje em dia e que seria interessante recapturar.]



Energia liberada pelas mãos consegue curar malefícios, afirma pesquisa da USP 

em Tribo da Coruja

Um estudo desenvolvido recentemente pela USP (Universidade de São Paulo), em conjunto com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), comprova que a energia liberada pelas mãos tem o poder de curar qualquer tipo de mal estar. O trabalho foi elaborado devido às técnicas manuais já conhecidas na sociedade, caso do Johrei, utilizada pela igreja Messiânica do Brasil e ao mesmo tempo semelhante à de religiões como o espiritismo, que pratica o chamado “passe”.
Todo o processo de desenvolvimento dessa pesquisa nasceu em 2000, como tema de mestrado do pesquisador Ricardo Monezi, na Faculdade de Medicina da USP. Ele teve a iniciativa de investigar quais seriam os possíveis efeitos da prática de imposição das mãos. “Este interesse veio de uma vivência própria, onde o Reiki (técnica) já havia me ajudado, na adolescência, a sair de uma crise de depressão”, afirmou Monezi, que hoje é pesquisador da Unifesp.
Segundo o cientista , durante seu mestrado foi investigado os efeitos da imposição em camundongos, nos quais foi possível observar um notável ganho de potencial das células de defesa contra células que ficam os tumores. “Agora, no meu doutorado que está sendo finalizado na Unifesp, estudamos não apenas os efeitos fisiológicos, mas também os psicológicos”, completou.
A constatação no estudo de que a imposição de mãos libera energia capaz de produzir bem-estar foi possível porque a ciência atual ainda não possui uma precisão exata sobre esse efeitos. “A ciência chama estas energias de ‘energias sutis’, e também considera que o espaço onde elas estão inseridas esteja próximo às frequências eletromagnéticas de baixo nível”, explicou.

As sensações proporcionadas por essas práticas analisadas por Monezi foram a redução da percepção de tensão, do stress e de sintomas relacionados a ansiedade e depressão. “O interessante é q ue este tipo de imposição oferece a sensação de relaxamento e plenitude. E além de garantir mais energia e disposição.”
Neste estudo do mestrado foram utilizados 60 ratos. Já no doutorado foram avaliados 44 idosos com queixas de stress.

O processo de desenvolvimento para realizar este doutorado foi finalizado no primeiro semestre deste ano. Mas a Unifesp está prestes a iniciar novas investigações a respeito dos efeitos do Reiki e práticas semelhantes a partir de abril do ano que vem.


2012 Ano do Dragão – Horóscopo Chinês

[Bem que comentei hoje aqui no blog sobre o ano da astrologia oriental que está por vir, resolvi postar aqui um artigo sobre o mesmo. Ano da astrologia oriental, que de fato, considero legítimo, já que estão de acordo com o ano lunar. Vamos ver um pouco sobre o ano do Dragão:]



2012 Ano do Dragão – Horóscopo Chinês

 em maishoroscopo.com.br

2012 Ano do Dragão – Horóscopo Chinês


Na Astrologia Chinesa, o ano de 2012 é regido pelo Dragão de Água. Seu início será no dia 23 de janeiro de 2012 e seu término no dia 09 de fevereiro de 2013. Dentre todos os signos chineses, o Dragão é o mais forte e poderoso. Este signo simboliza a figura do imperador e esta associado à riqueza, felicidade e boa sorte. Um bom ano para os que possuem metas definidas, conhecimento, força de vontade e muito bom-senso.
O lado positivo deste ano será bom para o negócio e o dinheiro pode ser gerado ou obtido facilmente. É o momento de pedir ao seu banco o empréstimo que sempre desejou. Grande despesa e plano pródigo serão a regra do dia. O poderoso dragão não é muito prudente. Joga por tudo e por nada. Estimular-nos-á a pensar e a agir em grande, mesmo ultrapassando os limites do cuidado.
Os orientais consideram que este é um ano auspicioso, bom para casar, ter filhos ou começar um negócio novo, porque o dragão benevolente traz a boa fortuna e a felicidade.
Entretanto, este é também um momento de moderar o nosso entusiasmo e de olhar duas vezes antes de dar um mergulho. Muito embora o afortunado dragão regue com a sua sorte indiscriminadamente tudo, a mesma sorte desaparece quando o tempo nos retribui dos nossos erros. O sucesso e as falhas serão ampliados da mesma maneira. Os anos do dragão fogo são especialmente temidos, porque são mais destruidores do que os dragões de outros elementos.
No ano do dragão, as fortunas assim como os desastres virão em ondas maciças. Este é um ano marcado por muitas surpresas e atos violentos da natureza. Os temperamentos alargar-se-ão ao mundo excedente e todos estarão encenando alguma revolta real ou imaginária de encontro às suas constrições. A atmosfera elétrica criada pelo poderoso dragão afetar-nos-á, de forma individual e coletiva, a tudo e a todos.

Há cinco tipos de dragões: Dragão Metal, Dragão Madeira, Dragão Fogo, Dragão Terra e Dragão Água.


O Dragão Água regeu os anos de 1892, 1952, regerá o ano de 2012.

Dragão Água:
Um tipo menor de Dragão Imperador que favorece o melhor crescimento e a expansão.
Pode pôr de lado o seu ego para o bem de tudo e de todos sendo menos egoísta.
Uma pessoa inibida, mas progressiva, tenta duramente não ser tão conspícuo quanto os outros famintos Dragões.
Porém não será ele que vai ser etiquetado como conciliador.
Pode supor uma atitude de “esperar para ver” e as suas sagacidades são tão formidáveis quanto a sua força de vontade.
O Dragão água tem uma filosofia de vida muito própria e gostam de impô-la aos outros, no entanto não procuram vingança naqueles que escolhem ir pelo caminho oposto. Democrático e liberal pode aceitar a derrota ou a rejeição sem se defender.
A água é calma e benéfica para o seu signo lunar e ele saberá agir sabiamente e fazer o que é essencial para o seu progresso.
É rápido e de confiança e é capaz de promover as suas idéias de forma devota e incansável. É provável ser bem sucedido como negociante, porque conhece e sabe quando, onde e como aplicar a força negocial.
O inconveniente principal é que pode ser como um construtor demasiado otimista que se esquece de reforçar a fundação.
Por tentar segurar muita coisa ao mesmo tempo pode perder tudo.
Tem de aprender a fazer escolhas difíceis e abandonar o que quer que seja duvidoso ou desnecessário.
Desta maneira, poderá direcionar as suas energias para menos coisas, mas mais compensadoras.

Fonte:minhaumbandaquerida

Estudo explica como homens feios conquistam beldades

[Não que mulheres prefiram os cafajestes, mas preferem os homens que demonstram atitude. Não é propriamente o poder material, a beleza externa, que vai encantar a mulher. Mulher gosta de atitude.]



Estudo explica como homens feios conquistam beldades

27/12/2011 23:31,  Por BBC Brasil






em Correio do Brasil

Para feios, estar rodeado de beldades não é impossível
Um estudo conduzido por pesquisadores americanos ofereceu uma explicação para o fato de muitos homens feios conseguirem conquistar mulheres muito mais bonitas do que eles: falta de autocrítica, ou quase isso.
Segundo o estudo, homens considerados pouco aquinhoados com atributos de beleza física parecem crer que são mais atraentes do que o são na realidade, aumentando a sua autoconfiança e levando-os à ação.
Para os pesquisadores, que publicaram seu artigo na revista científica Psychological Science, mais que uma simples autoilusão, essa percepção distorcida é um mecanismo evolutivo importante na preservação da espécie.
No processo de conquista, diz uma das autoras do estudo, Carin Perilloux, do Departamento de Psicologia do Williams College, em Massachussetts, “há dois erros que um homem pode cometer”.
“Ou ele pensa ‘Uau, essa mulher realmente está interessada em mim’ – e ela não está, o que pode ter um custo, como um constrangimento ou um baque na sua reputação. Ou ela está interessada e ele perde a chance”, diz.
“Ele perde uma oportunidade de acasalamento – o que é um custo imenso em termos de sucesso reprodutivo.”
Percepções distorcidas
Os experimentos foram feitos com 96 rapazes e 103 moças universitárias, que foram submetidos ao que no mercado dos relacionamentos se conhece como speed dating, revezando-se a cada três minutos de conversa com cinco possíveis parceiros.
Antes dos encontros relâmpagos, os participantes avaliaram a si mesmos e aos seus paqueras em uma escala de beleza, e revelaram seu grau de interesse em um encontro sexual imediato.
Depois do encontro, eles avaliaram seus parceiros em diversos outros critérios, incluindo aparência e possibilidade de topar um encontro sexual.
Os resultados revelaram que os homens que estavam buscando um relacionamento sexual de curto prazo são mais inclinados a superestimar o interesse das mulheres neles.
Os homens que acreditavam ser mais bonitos do que são também perceberam um maior interesse das mulheres por eles – o que não era necessariamente verdade.
Já os homens de fato considerados bonitos pelas mulheres não pareceram ter essa visão distorcida.
Quanto mais atraente a mulher, maiores as chances de um homem superestimar o interesse dela, indicaram os resultados.
Por outro lado, as mulheres tenderam a subestimar o interesse dos homens.
Sobrevivência da espécie
O estudo procurou identificar nuances naquilo que já havia sido constatado em pesquisas científicas, que muitos homens superestimam o interesse que despertam nas mulheres.
Entretanto, disseram os pesquisadores, essas percepções distorcidas são importantes para garantir o sucesso sexual dos indivíduos e, por conseqüência, a sobrevivência da espécie humana.
Os pesquisadores concluíram que os homens que não se intimidam com sua aparência física – mesmo correndo o risco de uma rejeição – consistentemente se dão melhor, e passam seus genes da “distorção” para seus herdeiros biológicos.
No caso dos homens que estão buscando um relacionamento de curta duração, afirmaram os pesquisadores, os “problemas adaptativos são ligeiramente diferentes”.
“Estes são limitados principalmente no número de parceiros, portanto superestimar é ainda mais importante”, afirmou Perilloux.
Para os pesquisadores, tanto homens como mulheres se beneficiariam de ter em mente estes aspectos do relacionamento entre os sexos.
Perilloux defende que as mulheres explicitem suas intenções – ou a falta delas – “o mais claro possível”.
Já os homens devem estar cientes de podem se equivocar em suas percepções – não para impedi-los de agir, mas para “evitar um coração partido depois”.

Por que não aprendemos filosofia nas escolas?

[Este artigo, que peguei do site do Correio do Brasil, achei maravilhoso. De primeira, me perguntei, ingenuamente, "oras, filosofia? Aprendi!", mas pelo contexto, por quê não aprendemos a filosofar nas escolas? É verdade. Por quê não aprendemos a questionar? Eu fui mais tarde, na faculdade, a aprender a raciocinar a lógica das coisas, em entender da etimologia das palavras, em vez de apenas aceitar a existência delas e das teorias. É maravilhoso questionar; não é deprimente. É filosofando que se vê a riqueza do mundo.]


Por que não aprendemos filosofia nas escolas?

28/12/2011 0:14,  Por CMI Brasil


 
Por Gerhard Grube 27/12/2011 às 23:06


Lógica, causa e efeito etc. Aprender a pensar.
No mundo moderno não temos mais como atuar instintivamente, como os bichos que éramos e ainda somos. Em apenas alguns milhares de anos nosso mundo mudou drasticamente, com a civilização.
Atualmente metade das pessoas vive nas cidades. Vida bastante artificial, bem longe na natureza, que foi nosso professor por milhões de anos.
Os instintos não nos servem mais. Tudo que fazemos e deixamos de fazer tem que ser aprendido. Tem que ser pensado. Por vezes temos que pensar rápido, ou nem pensamos. E tomamos as decisões erradas.
Descartamos o antigo sentido de orientação que nos indicava como ir e voltar de uma incursão de caça e coleta de alimentos. Agora temos que aprender a usar um GPS, para não se perder nas cidades cada vez mais gigantescas.
Decidimos constantemente, pequenas e grandes decisões. Diariamente, minuto a minuto. E o que temos à mão para nos ajudar são os antigos instintos, que não nos são de muita serventia. Não aprendemos nas escolas como enfrentar o mundo moderno!
Atuamos como fazem os políticos e especuladores financeiros: Sem pensar.
Guiados por uma misteriosa intuição, que não é nossa, que não é herança, não está em nossos genes. Mais semelhante a uma simples e pura adivinhação.
Esta misteriosa intuição é que faz a diferença no mundo de hoje. Entre gente comum e os “bem sucedidos”. Intuição que não é aprendida, ninguém sabe explicar o que é ou como funciona. Para alguns é imensamente proveitosa, para a imensa maioria não.
Vivemos nas cidades como num mato sem cachorro. Todos, inclusive médicos, advogados, juízes, policiais, economistas, empresários etc. decidem instintivamente, como se fossemos os trogloditas de outrora. Erram muitas e muitas vezes, e não precisava ser assim.
Um delegado precisa ser bacharel em direito. Mas isso é suficiente para levar a cabo uma boa investigação? Não aprendemos nas escolas como descobrir a verdade e tomar decisões!
Algumas poucas regras e procedimentos aprendidos e estaríamos mais capacitados, poderíamos acertar muito mais.
Lápis papel e borracha, por exemplo. Deveríamos fazer mais uso disso. Antes de tomar qualquer decisão mais importante.
Em vez de fazer tudo de cabeça, num rapidíssimo encadeamento de pensamentos, deveríamos detalhar e analisar passo a passo. Colocar os pensamentos diante de nossos olhos, numa folha de papel. Procurando tratar o problema como se fosse de outrem, para não se deixar levar pelas emoções.
Por exemplo, planejar a realização de sua casa. Tudo que for feito no papel vai custar apenas papel. Até se chegar ao ótimo desejado. Quando então poderá ser construído com tijolo, cimento e dinheiro.
Freqüentemente vemos por aí construções iniciadas e não terminadas. Tudo se estragando no tempo, sendo vandalizado. Acontece muito com gente pobre. Começam mas não conseguem terminar, perdendo nisso o pouco dinheiro que tem. Não planejaram suficientemente.
Por vezes surge uma oportunidade de emprego e temos que decidir. É melhor ficar no emprego atual, ou mudar de emprego?
Comparar apenas os salários é insuficiente. Muito mais coisas estão envolvidas, distância, horário, benefícios, segurança, perspectivas para o futuro etc.
Não deveríamos julgar tudo isso de uma vez só, num único pensamento. Iríamos simplesmente dar maior valor ao que consideramos ser mais importante. Menosprezando o restante.
Poderíamos fazer uma lista das vantagens e desvantagens de cada opção. E sem otimismo nem pessimismo, quantificar, dar peso para cada uma delas. Então somar tudo, comparar. E decidir.
Com isso fez-se racionalmente o que foi possível fazer. E nunca nos arrependeremos da decisão tomada.
Na verdade nunca saberemos se aquilo que não fizemos teria sido melhor ou pior. Já que não foi feito. Esta dúvida sempre vai existir, nunca saberemos a verdade.
A vida é o que fazemos, e não o que poderíamos ter feito. São infinitos os mundos do poderia ser, mas o que realmente vivemos é um só.
Assim temos que nos prover com os meios que ajudem a tomar decisões racionalmente corretas. E o resto compulsoriamente estará errado. Mesmo que eventualmente não esteja.
Deveríamos aprender nas escolas as ferramentas que nos ajudam a viver o complicado mundo de hoje. Para não depender de antiqüíssimos e obsoletos instintos.
Isto, antes mesmo de qualquer outra coisa. Para poder julgar com mais acerto o que iremos aprender e estudar depois. Para não ser simplesmente Maria vai com as outras, como todo mundo.

2012

Primeiro post de 2012.


Pude apreciar a "festa" de ano novo em grande estilo. Em casa, com uma tacinha de champagne, meu pai e sua mulher. O simples é mais significativo.

Vamos fazer deste ano, um ano de simplicidade, apesar de que vem aí o ano do Dragão, com ação, saindo do tranquilo ano do Coelho, da astrologia oriental.

Tudo de bom!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O pensamento na era quântica

[Nossos pensamentos nos levam à ação, como digo]


 
 
O pensamento na era quântica
 
 
O pensamento é a ferramenta quântica com que construímos nosso destino. Nós nos tornamos aquilo em que pensamos... 
 
 
 Por: Jael Coaracy  
Em: vaidarcerto.com.br

É a força do pensamento que coloca em ação a lei que faz com que aquilo em que alguém pensa regularmente termine por se manifestar em sua vida, tornando-se realidade.
O poder do pensamento tem sido descrito nos livros sagrados de todas as religiões, em todos os tempos. Correntes filosóficas, religiosas e científicas traduzem, com diferentes palavras, a lei cósmica que diz que o pensamento é criador.
Dependendo do que você pensar a maior parte do tempo, poderá tornar a sua vida cheia de entusiasmo e realizações, ou a transformará num um cenário de sombras e frustrações.
Buda dizia, milhares de anos antes da era Cristã: “Somos o que pensamos. Pense no bem e o bem se seguirá, pense no mal e o mal se seguirá.” Einstein afirmou que a imaginação é mais importante do que o conhecimento.
Goethe, o ilustre escritor alemão escreveu: “qualquer coisa que você queira ou sonhe fazer, comece. A ousadia tem engenho, poder e magia”.
A verdade é que você se torna aquilo que você pensa, e só é capaz de realizar aquilo que acreditar ser capaz de fazer. Por isso, diz-se que se alguém acreditar poder fazer algo, está certo. Mas se acreditar que não pode, estará certo também.
Suas crenças se transformam em profecias auto-realizadoras. Quando alguém acredita na própria força para alcançar um objetivo, descobre os meios para concretizá-lo.
Quando, ao contrário, alguém não acredita na própria capacidade de fazer algo, mesmo que possua todos os recursos necessários para tal, sua mente irá bloqueá-los e confirmará a sua crença.


Jael Coaracy-  do livro Vai dar certo - atitudes de alto impacto para mudar sua vida - ed. Best Seller.

O Autoconhecimento e a Natureza

[Um e-mail interessante que recebi]
 



A NATUREZA

Dependemos da natureza não só para a nossa sobrevivência física.
Também necessitamos da natureza para que nos ensine o caminho para casa, o caminho para sairmos da prisão de nossas mentes.
Nós nos perdemos no fazer, no pensar, no recordar, no antecipar; estamos perdidos em um complexo labirinto, em um mundo de problemas.
Esquecemos aquilo que as rochas, as plantas e os animais já sabem.
Nos esquecemos de Ser, de sermos nós mesmos, de estar em silêncio, de estar onde está a vida: Aqui e Agora.
Focalizar a atenção em uma pedra, em uma árvore ou em um animal, não significa “pensar neles”, mas simplesmente percebê-los, dar-se conta deles.
Então eles te transmitem algo de sua essência.
Sente quão profundamente descansam no Ser, completamente unificados com o que são e onde estão.
Ao perceber isto, tu também entras em um lugar de profundo repouso dentro de ti mesmo.
Quando caminhares ou descansares na natureza, honra este reino, permanecendo aí plenamente. Acalma-te. Olha. Escuta.
Observa como cada planta e cada animal são completamente eles mesmos.
Diferentemente dos humanos, não estão divididos em dois.
Não vivem por meio de imagens mentais de si mesmos, e por isso não precisam preocupar-se em proteger e potencializar estas imagens.
Todas as coisas naturais, além de estarem unificadas consigo mesmas, estão unificadas com a totalidade.
Não se afastaram da totalidade exigindo uma existência separada: “eu”, o grande criador de conflitos.
Tu não criastes teu corpo, nem és capaz de controlar as funções corporais.
Em teu corpo opera uma inteligência maior que a mente humana.
É a mesma inteligência que sustenta tudo na natureza.
Para aproximar-te ao máximo desta inteligência, torna-te consciente de teu próprio campo energético interno, sente a vida, a presença que anima o organismo.
Quando percebes a natureza apenas com a mente, por meio do pensamento, não podes sentir sua plenitude de vida, seu ser.
Unicamente vês a forma e não estás consciente da vida que a anima, do mistério sagrado.
O pensamento reduz a natureza a um bem de consumo, a um meio para conseguir benefícios, conhecimento, ou a algum outro propósito prático.
Observa, sente um animal, uma flor, uma árvore, e vê como descansam no Ser.
Cada um deles é ele mesmo.
Eles têm uma enorme dignidade, inocência, santidade.
No momento em que olhas além dos rótulos mentais, sentes a dimensão inefável da natureza, que não pode ser compreendida pelo pensamento.
É uma harmonia, uma sacralidade que além de preencher a totalidade da natureza, também está dentro de ti.
O ar que respiras é natural, como o próprio processo de respirar.
Dirige a atenção à tua respiração e percebe que não és tu quem respira.
A respiração é natural.
Conecta-te com a natureza do modo mais íntimo e interno percebendo a tua própria respiração e aprendendo a manter tua atenção nela.
Este é um exercício que cura e energiza consideravelmente.
Produz uma mudança de consciência que te permite ultrapassar o mundo conceitual do pensamento e atingir a consciência incondicionada.
Precisas que a natureza te ensine e te ajude a reconectar-te com teu Ser.
Não estás separado da natureza.
Todos somos parte da Vida Única que se manifesta em incontáveis formas em todo o universo, formas que estão, todas elas, completamente interconectadas.
Quando reconheces a santidade, a beleza, a incrível quietude e dignidade que existem em uma flor ou em uma árvore, acrescentas algo a esta flor ou a esta árvore.
Pensar é uma etapa na evolução da vida.
A natureza existe em uma quietude inocente que é anterior à aparição do pensamento.
Quando os seres humanos se aquietam, vão além do pensamento.
A quietude que está além do pensamento contém uma dimensão maior de conhecimento, de consciência.
A natureza pode levar-te à quietude.
Este é o presente dela para ti.
Quando percebes a natureza e te unes a ela no campo da quietude, este se enche com tua consciência.
Este é o teu presente para a natureza.
Através de ti, a natureza toma consciência de si mesma.
É como se a natureza tivesse ficado à tua espera durante milhões de anos para adquirir esta consciência.

Postado por Maria José Rezende
Autoria: Eckhart Tolle

Socialismo e Igualdade

[Um assunto a discutir. Por que, na visão de Britz, socialismo é "desigualdade"?]


Socialismo e Igualdade

26/12/2011 15:13,  Por CMI Brasil 

Por Fritz 26/12/2011 às 12:43


Na sociedade capitalista, as pessoas mais ricas não são os que trabalham mais e que consomem menos, ao contrário, são os que menos trabalham e os que mais consomem. São os pobres que mais trabalham e menos consomem. Numa sociedade capitalista, as coisas tomarão seus devidos lugares. Quem trabalhar mais e se poupar mais, será mais rico.
Em conversa com o Britz, ele disse que é contra o socialismo porque o socialismo iguala todos os indivíduos sem levar em consideração seus méritos, seus esforços, seus o talentos, etc. Disse que não é justo que alguém que trabalha e poupa mais do que outros não ser mais rico do que quem trabalha menos e consome mais. Eu disse a ele que a a igualdade do socialismo não é essa igualdade absoluta, que as pessoas serão retribuídas de acordo com suas capacidades, seus esforços, seus méritos e seus talentos. Assim, se uma pessoa trabalha mais e poupa mais do que outra, ela será mais rica do aquele que trabalha menos e consome mais.
Na sociedade capitalista, as pessoas mais ricas não são os que trabalham mais e que consomem menos, ao contrário, são os que menos trabalham e os que mais consomem. São os pobres que mais trabalham e menos consomem. Numa sociedade capitalista, as coisas tomarão seus devidos lugares. Quem trabalhar mais e se poupar mais, será mais rico.
A esse respeito, os autores do Socialismo Científico escreveram que:
“(…) “Eliminação de todas as desigualdades sociais e políticas”, em vez de “Supressão de todas as diferenças de classe”, é também uma expressão muito censurável.
De país para país, de província para província, até mesmo de lugar para lugar, existirá sempre uma certa desigualdade das condições de vida que poderá ser reduzida a um mínimo, porém jamais eliminada integralmente.
Os habitantes dos Alpes terão sempre outras condições de vida em relação às pessoas da planície.
A noção de sociedade socialista como reino da igualdade é uma noção francesa unilateral que se apóia na velha consigna de “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”, noção essa justificada enquanto fase de desenvolvimento de seu tempo e lugar, mas que deveria ser agora superada, tal quais todas as unilateralidades das precedentes escolas socialistas.
Pois, essas unilateralidades criam apenas confusão mental, sendo que foram encontrados modos mais precisos de apresentação das coisas.” Engels
“Em vez da vaga frase final do parágrafo: “Suprimir toda desigualdade social e política”, o que se deveria ter dito é que, com a abolição das diferenças de classe, desaparecem por si mesmas as desigualdades sociais e políticas que delas emanam.” Marx
Bakunin escreveu:
“We see that the richest property owners . . . are precisely those who work the least or who do not work at all.
It is evident to anyone who is not blind about this matter that productive labor creates wealth and yields the producers only misery, and it is only non-productive, exploiting labor that yields property…. What is property, what is capital in their present form? For the capitalist and the property owner they mean the power and the right, guaranteed by the State, to live without working. And since neither property nor capital produces anything when not fertilized by labor–that means the power and the right to live by exploiting the work of someone else. The right to exploit the work of those who possess neither property nor capital and who thus are forced to sell their productive power to the lucky owners of both.
The only thing that the State can and must do . . . is gradually to modify the right of inheritance so as to achieve its complete abolition as soon as possible. . . . We claim that this right will necessarily have to be abolished because as long as inheritance lasts, there will be hereditary economic inequality – not the natural inequality of individuals, but the artificial inequality of classes -which will necessarily continue to be expressed in hereditary inequality of the development and cultivation of intelligence and will remain the source and sanction of all political and social inequality.”
Antes do Britz saber que a riqueza do capitalista deriva não do seu trabalho e da sua abstinência, mas do trabalho e da abstinência dos pobres trabalhadores, o Britz tentava justificar o lucro dos capitalistas com base nos RISCOS dos seus investimentos. Ora, que justificativazinha mais fajuta. Se correr riscos justificasse alguém ser rico, não existiria pobres, pois viver é a coisa mais arriscada que existe, e ninguém ganha qualquer vantagem econômica por viver.



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sábado, 24 de dezembro de 2011

De olho no futuro da Mata Atlântica

[Podemos ter este artigo como uma inspiração para nosso hoje e o futuro: preservar essa rica floresta, e o nosso meio ambiente. Preservando o meio ambiente, preservamos a nossa qualidade de vida também, afinal, tudo está envolvido, até o clima. Então vamos cada um fazer a nossa parte.]


Edição 47/Março de 2004 02/12/2011

De olho no futuro da Mata Atlântica

Com 7% de sua área original, cientistas discutem como manter o que restou da biodiversidade da floresta

 
por Virginia Morell  



 O Cristo Redentor eleva-se acima dos 3,3 mil hectares do Parque Nacional da Tijuca, no Rio, com uma das maiores florestas urbanas do mundo




"É sempre assim”, diz Adriano Chiarello. “A gente sabe que estão por aqui, mas não dá para vê-las.” O biólogo entorta o pescoço para trás como um mestre de ioga a fim de espiar os galhos mais altos de uma árvore, 30 metros acima de nós. Ali, em algum ponto da copa, uma fêmea de preguiça-de-coleira e seu filhote de 8 meses estão ocultos pelas folhas. Um sinal emitido por um rádio preso ao pescoço da mãe trouxe Chiarello ao pé da árvore, mas até mesmo a tecnologia tem seus limites. Agora o biólogo é obrigado a localizar os dois animais da maneira mais tradicional possível – usando os olhos.
“Se elas não se mexerem, talvez não dê para ver onde estão”, suspira ele. “Não é à toa que esses bichos são chamados de preguiça. Eles passam horas parados, sem nenhum movimento. Isto é o que fazem durante 80% ou 90% do dia: absolutamente nada.”
Chiarello esfrega os olhos e retoma a incômoda postura de ioga. “Opa, espere um pouco... Olhe ali, à direita de sua cabeça. Ela está abraçada ao galho.” Consigo ver o rosto marrom-escuro da mãe dentre a folhagem. Em seguida, ela põe o rosto sob um dos braços e, no mesmo instante, adquire a aparência de um imenso coco peludo. “Você viu isso? Como ela consegue sumir de um momento para o outro?”, pergunta Chiarello. “Levando em conta seu tamanho, as preguiças são peritas em camuflagem. E... olha, olha! Ela está se mexendo!” Para Chiarello, ver uma preguiça em movimento é um momento apoteótico de observação científica, um instante crucial que traz a promessa de novos conhecimentos.
O bebê de preguiça-de-coleira, que mais parece um dos Teletubbies vestido com casaco de pele, emerge então dos braços da mãe. Após escalar a parte superior do corpo materno, ele começa a brincar de dar tapinhas no rosto dela – que permanece impassível. “Elas nunca reagem aos filhotes”, sussurra Chiarello, acrescentando que as mães preguiças também não brincam nem se enfurecem com seus filhotes. Em vez disso, com a rapidez de uma tartaruga, ergue o braço até o galho mais próximo e começa a mordiscar folhas.
As duas se movem como equilibristas sonâmbulas até a ponta do galho, em busca de brotos mais macios e folhas mais novas. O mais incrível, considerando os 5 quilos e pouco que pesa a mãe, é o modo como ela e o filhote conseguem ficar dependurados em ramos tão finos quanto um lápis.
“Prima-dona”, como foi carinhosamente batizada pelo biólogo, é a estrela de sua pesquisa sobre os mamíferos ameaçados que vivem na Estação Biológica do São Lourenço, no Espírito Santo, uma pequena área de floresta nativa que ainda resta no centro da mata Atlântica brasileira. Tal como outros mamíferos, a preguiça-de-coleira vem perdendo trechos de seu hábitat desde o desembarque dos primeiros marinheiros portugueses, em abril de 1500. Naquela época, estima-se que a mata Atlântica se estendesse por cerca de 1,4 milhão de quilômetros quadrados – um quinto da área da floresta Amazônica, distante 800 quilômetros a noroeste. A mata acompanhava o litoral do Nordeste até a divisa com o Uruguai. Em alguns trechos, chegava a avançar 500 quilômetros pelo interior, abrigando os mais diversos tipos de hábitat, desde densos manguezais na costa até maciços montanhosos com mais de 900 metros de altura, recobertos de coníferas e árvores perenes de folhas largas.
Dando o tom do que viria a seguir, um dos primeiros atos dos portugueses foi derrubar uma árvore. De seu tronco fizeram uma cruz, sob a qual celebraram uma missa, reivindicando a terra e a floresta para a glória de seu Deus e de seu soberano. Ao longo dos 500 anos seguintes, muitas outras árvores foram abatidas e a floresta deu lugar a cidades e a zonas de cultivo de cana-de-açúcar, café, cacau e eucaliptos – todas espécies trazidas de fora. Hoje, cerca de 70% da população brasileira vive na área antes recoberta pela mata Atlântica, com a maioria dessas pessoas concentrada em duas das três maiores cidades da América do Sul: São Paulo e Rio de Janeiro.
Diante dessa história de destruição, não surpreende que hoje restem apenas 7% da floresta original, a maior parte concentrada em áreas isoladas, algumas com menos de 25 mil metros quadrados. Entre os hotspots globais – regiões ameaçadas que apresentam a maior quantidade de espécies endêmicas e que não se encontram em nenhum outro local do planeta –, a mata Atlântica está no grupo dos cinco dotados de maior diversidade biológica.


Mesmo nos limites dessas áreas fragmentadas, muitas espécies endêmicas conseguiram sobreviver à devastação – caso da preguiça-de-coleira. Assim como outros mamíferos dispersos por essas ilhas de floresta em meio a um mar de agricultura e crescimento urbano, a preguiça parece condenada a um futuro de endogamia – e até talvez a extinção definitiva. “Acreditamos que a variabilidade genética das preguiças já sofreu uma redução”, diz Chiarello. “No passado, essa população estava em contato com outras que vivem nas florestas próximas ao Rio de Janeiro [cerca de 400 quilômetros ao sul]. Mas elas já estão separadas há mais de um século.”
Para determinar a taxa de endogamia nos dois grupos, o assistente de Chiarello está iniciando um estudo de seu genótipo. “Talvez seja necessário realocar algumas preguiças para reforçar sua viabilidade”, diz Chiarello. “Mas antes precisamos saber mais sobre elas – quais árvores preferem e de quanta floresta precisam, sobretudo mata cerrada, para sobreviver. Já sabemos, por exemplo, que não conseguem sobreviver na borda da mata.”
Estudar as peculiaridades das preguiças é apenas uma parte das preocupações de Chiarello. Como outros biólogos conservacionistas que pesquisam a mata Atlântica, ele tem em vista um objetivo mais grandioso: interligar de novo o maior número possível de áreas isoladas da floresta.
A criação dos chamados “corredores de vegetação” poderia impedir a extinção de muitas das espécies remanescentes. Constituindo uma passagem segura entre as ilhas de floresta, tais corredores permitiriam que populações isoladas de animais e aves se encontrassem e se misturassem. Essa é uma idéia que vem sendo considerada desde a década de 1960. Embora não haja certeza absoluta de que os corredores assegurem a sobrevivência de uma espécie, eles estão sendo abertos em várias partes do mundo. “Em termos intuitivos, o benefício trazido pelos corredores faz sentido”, diz Hugh Safford, especialista em ecologia da Universidade da Califórnia, em Davis.
No Brasil, o objetivo é criar um corredor que ligue trechos isolados de floresta ao longo de 800 quilômetros do litoral sudeste do país, incluindo florestas secundárias e áreas hoje dedicadas à agricultura. Embora as árvores nativas sejam preferíveis, qualquer cobertura vegetal pode ser incorporada a um corredor. “Os animais usam os cafezais e as plantações de eucalipto para se deslocar entre trechos de mata nativa”, diz Marcelo Passamani, biólogo especialista em mamíferos. Os conservacionistas querem que fazendeiros e pecuaristas mantenham as áreas de vegetação já existentes e as interliguem por meio de corredores replantados com espécies nativas. Mas será de fato possível recriar uma floresta tropical?
“Teoricamente, sim”, comenta Rejan R. Guedes-Bruni, ecólogo vinculado ao Jardim Botânico do Rio de Janeiro e consultor do Projeto Corredor das Montanhas ao Mar. “Não é tarde demais, e por isso temos a obrigação de tentar.”
Para se ter uma idéia do que já se perdeu de mata Atlântica, basta examinar um mapa da região (páginas 40-41). A floresta é indicada por manchas verde-escuras em meio aos verdes e marrons mais claros, referentes às áreas de cultivo, e também aos trechos avermelhados, que representam áreas urbanizadas.
No sul do Brasil, ao longo do litoral onde a mata se encontra mais preservada, os mapas costumam mostrar uma larga faixa verde-escura. Em torno do Rio de Janeiro e na Bahia, porém, surgem extensões de verde mais claro, azul-violáceo, bege e vermelho. Em muitas áreas dos mapas, restam apenas pontinhos do verde mais intenso.

Em um desses pontinhos, a cerca de 160 quilômetros da cidade do Rio de Janeiro, junto-me a Marina Lapenta, bióloga especialista em vida selvagem do Projeto Mico-Leão-Dourado. Juntamente com seu assistente, ela irá observar um bando de micos nos quais foram instalados emissores de rádio. O pontinho, a Reserva Biológica do Poço das Antas, estende-se por cerca de 5 mil hectares, metade dos quais com mata. O resto também será reflorestado se depender da vontade dos pesquisadores. Já há planos para interligar a reserva aos trechos de mata em fazendas vizinhas por meio de corredores – duplicando o tamanho do hábitat dos micos-leões-dourados.
“Tudo isso é mata secundária”, diz Marina, enquanto abrimos caminho através de um labirinto de cipós, palmeiras espinhosas e árvores altas e esguias com folhas largas – as espécies que costumam medrar após o corte de uma floresta primária. “Isso é o máximo que se encontra em locais tão próximos do Rio. Mas os micos adoram esta mata. Como ela é mais aberta, aqui encontram muitos insetos que servem de alimento.” Seu assistente, Jadir Ramos, gira a antena do receptor de rádio, tentando captar sinais de micos. “Estão vindo nesta direção”, diz ele.
E, como previsto, de repente o ar fica repleto dos assobios agudos dos pequenos primatas. Ao notar nossa presença, emitem um grito de alerta e saltam para galhos mais altos com tal rapidez que parecem gatos voadores. “Eles acabam se acostumando conosco”, diz Marina. “Mas estão nervosos, pois há outro grupo de micos vindo para cá. E talvez tenham de lutar contra eles.”
Quando ouvimos ao longe os assobios e guinchos produzidos pelo outro bando, os micos também se voltam àquela direção. O macho mais velho salta para uma palmeira vizinha, preparando-se para enfrentar o grupo que se aproxima. “Essa também é uma ocasião em que as fêmeas encontram novos parceiros”, diz Marina. “Às vezes, um macho e uma fêmea decidem ficar juntos e saem para formar um novo bando.”
Nem o amor nem a guerra, todavia, ocorrem nessa manhã. Os machos mais velhos de ambos os grupos se encaram por algum tempo do alto de duas palmeiras próximas e depois retomam a busca de comida, catando insetos suculentos sob a fibra das folhas. Os micos estão tão à vontade nesse cenário que quase me esqueço de que todos esses animais – tão ocupados em caçar, guinchar e socializar – poderiam nem mais estar ali. Eles chegaram tão perto da extinção há 40 anos que sua presença atual tem algo de milagre.
Na década de 1960, havia apenas 150 indivíduos dispersos pela floresta. O hábitat dos micos tinha sido retalhado e os agricultores locais continuavam a caçar os sobreviventes. “Então, há 17 anos, foi criado o projeto”, conta Denise Rambaldi, diretora do Mico-Leão-Dourado. “E um ano atrás celebramos o milésimo nascimento, sempre fora de cativeiro, de um mico.”
Os animais foram criados em vários zoológicos nos Estados Unidos e Europa, ensinados a encontrar alimentos na mata e, em seguida, transferidos para a reserva. Um número cada vez maior de primatas é levado das fazendas próximas para a segurança da reserva. A caça foi proibida e os transgressores, perseguidos. Criaram-se nas escolas programas de educação ambiental com tal êxito que hoje os moradores locais perguntam com orgulho se vimos os micos-leões-dourados “deles”. Os agricultores receberam incentivos financeiros para preservar os trechos de mata e os micos existentes em suas propriedades. Ao mesmo tempo, teve início o reflorestamento da reserva.
“A floresta cresce naturalmente. Tudo o que fazemos é dar uma mãozinha”, ressalta Luiz Fernando Duarte de Moraes, especialista em recuperação ecológica. Guiada por ele, visito um recente corredor florestal com área aproximada de 4 hectares. Enquanto mostra o broto de um jacarandá, ele comenta: “Não fomos nós que o plantamos. Trata-se de uma espécie rara, mas havia sementes da árvore no solo. E ela ressurgiu por conta própria”. Os micos também estão retornando. “Já estão procurando estas árvores para caçar. Pouco a pouco, vão ampliando seu hábitat.”

De fato, o êxito do Projeto Mico-Leão-Dourado é um dos motivos pelos quais os conservacionistas se concentraram nos corredores como uma idéia propícia para salvar as espécies mais ameaçadas. “Resta muito a ser feito”, diz Passamani. “Aves, plantas raras, micos, onças-pintadas, queixadas e antas, pequenos roedores...”
Até a década de 1980, poucos tinham idéia de quão singulares eram os animais e as plantas da mata Atlântica. “Antes disso, ignorávamos a floresta”, diz Guedes-Bruni. “Em parte, tínhamos a impressão de que poderíamos estudá-la a qualquer momento, pois a maioria dos brasileiros vive nas proximidades da floresta. Por outro lado, havia uma atitude negativa. As pessoas não a chamavam de mata, e sim de ‘mato’, que significa vegetação sem valor. Não passava de um terreno improdutivo a ser explorado.”
Desvalorizada dessa maneira, era inevitável a degradação da floresta. Somente ao começarem a fazer o inventário da biodiversidade remanescente, os pesquisadores notaram que o número de espécies endêmicas superava até mesmo o da Amazônia – considerando-se uma média por hectare. Por exemplo, embora a mata Atlântica seja hoje apenas uma pequena fração se comparada à Amazônia, ela abriga cerca de dois terços das espécies de mamíferos – 269, ao passo que a Amazônia tem 427. Essa percepção deu origem a um movimento ambientalista forte, com o surgimento de entidades importantes como a SOS Mata Atlântica. No início da década de 90, quando restavam cerca de 8% da floresta original, enfim o governo brasileiro publicou um decreto proibindo qualquer destruição adicional das espécies nativas da mata Atlântica.
“Nós temos algumas leis muito boas”, diz Grimaldi, do Projeto Mico-Leão-Dourado. “Os donos de terras têm de preservar 20% de mata em suas propriedades, por exemplo. Mas ninguém aplica essa legislação nem fiscaliza. É verdade que hoje já não se vêem desmatamentos em larga escala, mas as pessoas continuam cortando algumas árvores aqui, outras ali. Isto é o que está acabando com a mata – esse mordiscar constante.”
Além disso, como os agricultores ainda estão acostumados a queimar seus campos após a colheita, incêndios às vezes consomem a floresta adjacente. Em Poço das Antas, a poucos quilômetros de onde vimos os micos se alimentando na copa das árvores, um incêndio de mais de uma semana destruía árvores e arbustos na divisa da reserva com uma fazenda. “Leva tempo para mudar a maneira de pensar e agir das pessoas”, diz Guedes-Bruni. “A floresta está sendo destruída num ritmo mais rápido que o dessas mudanças.”
Há ocasiões, contudo, em que tais mudanças ocorrem de fato. No estado de Pernambuco, onde restam apenas 2% da mata Atlântica, a usina de açúcar Serra Grande é o maior defensor da preservação e do reflorestamento na região. “Nunca imaginei que encontraria uma floresta assim em Pernambuco”, diz o biólogo Marcelo Tabarelli, da Universidade Federal de Pernambuco, que vem colaborando com o pessoal da usina para a ampliação da mata. Em um dia ensolarado, ele e dois de seus alunos me levam, através de uma trilha pantanosa por um canavial, a uma floresta densa e sombreada. “Esta mata nunca foi cortada”, diz ele. “Dá para ver isso pela altura das árvores, a grossura dos cipós, a quantidade de bromélias e orquídeas.”
Ele pára aos pés de uma árvore enorme cujo tronco tem uma circunferência de mais de 3 metros. Bromélias tão grandes como pneu de caminhão esparramam-se pelos poderosos galhos e cipós grossos como sucuris gordas caem da copa altíssima. “Não duvido que esta árvore tenha pelo menos mil anos”, diz. “É surpreendente encontrar uma árvore tão antiga em qualquer parte da mata Atlântica, ainda mais aqui.”
Essa foi a primeira região do Brasil a ser colonizada e quase toda sua cobertura florestal foi derrubada para dar lugar a canaviais e pastos bem antes da chegada de algum naturalista. “Esta é a parte mais rarefeita e mais ameaçada da mata Atlântica. É como se estivéssemos em uma fronteira da ciência. Estamos sempre descobrindo novas espécies – de insetos, rãs, bromélias, árvores, arbustos, corujas”, diz Tabarelli.
De algum modo, mesmo enquanto a terra era ocupada por um infinito mar de cana-de-açúcar, essa área sobreviveu intacta. “Isso aconteceu em parte porque a usina de açúcar necessita de água para irrigar seus campos e gerar eletricidade. E a floresta é essencial para uma bacia hidrográfica saudável”, diz Tabarelli. A empresa tem cerca de 11 mil hectares plantados com cana e outros 9 mil hectares de mata.

Embora a usina tenha agido por interesse próprio, ela se orgulha da floresta que ajudou a preservar. “Quando comecei a trabalhar aqui, em 1986, havia muitas árvores, mas quase nenhuma ave ou mamífero, pois estes eram mortos por caçadores clandestinos”, diz José Bakker, gerente da usina. Por conta própria, Bakker reintroduziu capivaras da Amazônia em alguns dos trechos de mata, e planeja transferir para lá antas e queixadas, segundo um cronograma que está sendo elaborado por Tabarelli e grupos conservacionistas.
Tabarelli, por sua vez, ainda não está convencido de que os corredores sejam a melhor solução para a floresta. Com freqüência, nota ele, os corredores são estreitos demais para serem usados por animais e aves que vivem nas áreas mais profundas da mata. “Não podemos esperar para constatar se os corredores são mesmo eficazes”, diz Tabarelli. “Criamos alguns para ver no que dá. Mas creio que não há nada melhor do que ampliar o tamanho das florestas já existentes. Quando a mata é abundante e densa, sempre há uma quantidade maior de espécies.” Tabarelli pretende conseguir isso por meio do plantio de árvores em torno dos fragmentos de mata, em vez de interligá-los por corredores. Para tanto, a usina está plantando 4 mil hectares de floresta por ano.
A tragédia da mata Atlântica é que grande parte de sua biodiversidade já se perdeu. Na verdade, todas as sete espécies de aves e de mamíferos que se extinguiram recentemente no Brasil eram endêmicas da floresta. Devido à escala das perdas, há um consenso entre os conservacionistas de que será impossível recuperá-la por completo. “O que precisamos fazer com urgência é interromper a devastação, e preservar o que restou”, avalia Tabarelli. “E, sempre que possível, aumentar a área da floresta.”
“Talvez essa seja uma saída viável”, reconhece o ecologista Guedes-Bruni, que admite ser pessimista em relação a qualquer plano mais ambicioso para a mata. “Nunca diria a meus alunos que tenho dúvidas, pois estão esperançosos e essa energia juvenil pode fazer grande diferença.”
Por enquanto, estudantes e pesquisadores estão empenhados em entender o que se passa nos fragmentos da mata e, com base neles, decifrar o funcionamento da floresta. Em um desses fragmentos, caminhamos para além dos limites da mata a fim de encontrar dois estudantes que haviam colocado discos de papel em troncos de árvores. Eles aplicaram em cada disco os aromas que as diferentes espécies de orquídea usam para atrair os machos da abelha euglossina.
“Foi assim que descobrimos uma nova abelha”, comenta Evelise Locatelli. “Ela foi atraída por este cheiro.” Ela abre então um pequeno frasco e o aproxima de mim para que sinta o aroma peculiar de seu conteúdo. Recuo de imediato assim que a estranha mistura de odores – bolor, meia com chulé e cloro – atinge minhas narinas. “Minha nova abelha adora isso”, comenta ela, rindo, enquanto tapo o nariz. “Espere até vê-la. Ela é maravilhosa!”
Evelise põe um pouco mais da fragrância no disco, e logo aparece a sua mais recente descoberta. Quando a abelha avança direto rumo ao disco malcheiroso, o assistente de Evelise a captura com agilidade, usando uma rede para borboletas. Em seguida, a bióloga solta cuidadosamente da rede o macho cujo tórax pulsante exibe tons de canela e verde. “Na verdade, sua cor e seu pequeno tamanho nos indicaram que se tratava de uma espécie nova”, conta ela. “Agora o que queremos descobrir é: onde fica o hábitat destas abelhas? Até onde elas viajam? Ficam apenas no meio da floresta ou sobrevivem também em matas e corredores isolados? São tantas perguntas...”
Essas são as questões que todos os pesquisadores da mata Atlântica gostariam de ver respondidas no âmbito de suas espécies prediletas. Afinal, esse é um conhecimento essencial para quem está empenhado em recuperar e refazer o precioso conjunto da floresta.

Câncer: o que é e como ele se forma?

Um vídeo curto do site minhavida.com.br que nos dá informações sobre o câncer e como ele se forma:


Para assistir, clique aqui.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A Vida é um Caminho...

Meu pai me disse que a Vida é um Caminho.


E que, no Caminho podem haver pedras.
Às vezes passamos muito tempo conversando com as pedras.
A vida em si é um Caminho. Seu final é a morte. Então, o que importa, é o que fazemos neste meio-tempo.



Como trilhamos, como planejamos nossos objetivos, como vivemos.


...

Então mais vale focar em seu objetivo e não conversar tanto com as pedras no seu Caminho.

... Eu vejo que é melhor também não se preocupar exatamente com a cifra da música da vida. Ela sendo tocada naturalmente flui mais bonita, em sua perfeição....



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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Há 146 milhões de crianças desnutridas; nenhuma é cubana

[Cuba é o único país da América Latina que não há crianças desnutridas... por quê? E a pergunta que não cala... por quê não temos uma atitude de erradicar desnutrição aqui no país?]]

Há 146 milhões de crianças desnutridas; nenhuma é cubana

21/12/2011 12:44,  Por Vermelho

 
No último balanço do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lê-se que atualmente existem no mundo 146 milhões de crianças menores de 5 anos com graves problemas de desnutrição. De acordo com este documento, 28% são de África, 17% do Médio Oriente, 15% da Ásia, 7% da América Latina e Caribe, 5% da Europa e 27% de outros países em desenvolvimento.

O relatório é inequívoco e informa que Cuba já não tem este problema, sendo o único país da América Latina que eliminou definitivamente a desnutrição infantil e que tudo tem feito para melhorar a alimentação, especialmente nos grupos mais vulneráveis. A própria Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) reconhece Cuba como a nação com mais avanços neste capítulo em toda a América Latina.

Isto deve-se fundamentalmente a que o Estado cubano garante uma cesta básica alimentar e promove os benefícios da lactância materna, complementando-a com outros alimentos até os seis meses e fazendo a entrega diária de um litro de leite para todas as crianças dos zero aos sete anos de idade, em conjunto com outros alimentos como compotas, frutas e legumes, os quais são distribuídos de forma equitativa.
Em Cuba a saúde é garantida a todas as crianças, mesmo antes de nascerem com o controle materno-infantil, não existindo crianças desprotegidas e a viverem na rua. Em Cuba todas as crianças constituem uma prioridade e por isso não sofrem as carências de outras espalhadas por várias partes do mundo, onde são abandonadas ou exploradas.
Quer nos círculos infantis (creches) quer nas escolas primárias, as crianças cubanas têm se beneficiado do contínuo melhoramento da sua alimentação quanto a componentes dietéticos, lácteos e proteicos, que são repartidos gratuitamente em todo o país.
A Organização das Nações Unidas (ONU) situa Cuba na vanguarda do cumprimento material do desenvolvimento humano, considerando que até 2015 será completamente eliminada a pobreza e garantida a sustentabilidade ambiental, isto apesar das dificuldades ao longo dos mais de 50 anos de bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos sucessivos governos dos Estados Unidos da América.
Embora a verdade confirmada pelas várias instituições internacionais de reconhecida credibilidade e mérito desagrade muita gente, é possível afirmar que, dos 146 milhões de crianças desnutridas em todo o mundo, nenhuma delas é cubana.

Fonte: Solidários